Thursday, February 16, 2006

Telemarketing.

- Alô?

- Boa tarde, meu nome é Cleiton, sou da Cia. Telefônica Rio Pardo, e gostaria de falar com o responsável pela linha.

- Sou eu mesmo.

- Olá senhor…

- Olavo.

- Sr. Olavo. Gostaria de informar o senhor sobre o mais novo serviço que a Cia. Telefônica Rio Pardo está disponibilizando para seus clientes.

- Não, obri…

- É o novíssimo “Detecta Pardo”. É um aparelho que, caso você autorize, nós estaremos instalando totalmente de graça no seu telefone. Com ele você fica sabendo quem está ligando, quem ligou, e até quem vai estar te ligando.

- Muito obrigado, mas…

- Além disso, o “Detecta Pardo” pode estar redirecionando as ligações para o seu aparelho celular quando você não estiver na sua casa. Tudo que você precisa é migrar para o plano de 200 reais/mês e o “Detecta Pardo” é seu, totalmente de graça.

- Mas eu nunca gasto isso durante o mês, eu moro sozinho.

- Só que assinando o plano, você leva de graça o “Detecta Pardo”.

- Mas então, não é de graça, né?

- Hum… a nível de custo, o apare…

- Faz assim, ó. Me passa o telefone da sua casa que, assim que você chegar lá eu te ligo dizendo se vou querer ou não o “Detecta Pardo”, ok?

- Desculpe senhor, mas não podemos estar fornecendo nossos telefones pessoais.

- Sei, entendo. Você não vai querer ninguém te perturbando bem na hora que você vai descansar, não é verdade?

- É, hum… acho que sim.

- Bom, agora você sabe como eu me sinto.

- …

- TU, TU, TU, TU, TU.

Posted by Thiago Aranha at 15:43:50 | Permalink | Comments (7)

Cotidiano.

O marido conversando com a esposa:

- Marli, meu xuxuzinho, você foi ao cabeleireiro hoje, foi?

- Fui sim, Vadinho. Porquê?

- Nada não, é que eu ia falar que você deveria ir mesmo, descansar, relaxar um pouco.

- É, eu tava precisando mesmo.

- Que bom que você está melhor então. Já que tá tudo bem, eu to saindo pra pelada com o Adalba, tá bom?

- O quê? Peraí que eu ainda não terminei, Edivaldo. Você disse que eu estava PRECISANDO ir ao cabeleireiro é?

- Precisando? Amorzi…

- Que amorzinho o que, Edivaldo! Eu fico aqui nessa casa o dia inteiro, limpando, arrumando tudo pra quando você chega do trabalho, e você ainda vem me dizer que eu tô um trapo é? Que direito você acha que te…

- Mas paix…

- E não me interrompa quando estou falando, Edivaldo.

- Tudo bem, linda.

- Agora você vem e me chama de linda, mas não pensou duas vezes em falar que eu estava feia e gorda, e que eu precisava ir pra um Spa, não é? A gente nunca tá bom o suficiente para vocês, homens.

- Você é ótima, amor.

- Puxar saco é fácil, eu quero ver como é que você vai se virar agora. A partir de hoje não tem mais comida quentinha na hora que chegar do trabalho. Você que vai cozinhar.

- Amor…

- Calma. A partir de hoje não tem mais cafuné e massagem no pé, e muito menos vou usar aquele baby doll que você me deu, ah não vou mesmo. Mas tá tudo certo, eu não ligo.

 

Silêncio.

 

- É… amor, hoje é quarta é?

- É sim, porque?

- Hum, é que… ah, acabei de lembrar que o Adalba tinha desmarcado o futebol nessa semana.

- É mesmo, Vadinho? Que bom que você vai poder ficar comigo hoje então.

- Claro, meu amor.

- Didi…

- Diga amor.

- Resolvi aceitar seu conselho.

- Que conselho, amor?

- O Spa que você disse que ia pagar pra eu ir. Acho que vou sim, talvez até nesse final de semana mesmo.

- Spa? No final de semana, amor? Mas…

- É. Agora silêncio, né Vadinho? Vai começar a novela.

 

E Vadinho se calou. Ligou para o Adalba, e desmarcou o futebol.

Posted by Thiago Aranha at 15:42:59 | Permalink | Comments (2)

Thursday, February 2, 2006

E porque não?

Como algum psicólogo chapadão já deve ter dito, alguns homens compram carros extravagantemente grandes para compensar o tamanho diminuto do pênis. A diferença é que quem entra no carro é a mulher.

 

Posted by Thiago Aranha at 17:25:50 | Permalink | Comments (2)