Tuesday, March 14, 2006

Atchim!!

Ficar doente está na moda. Melhor, as doenças estão na moda. Cada semana, cada mês, aparece uma nova epidemia que promete acabar com a raça humana, ou pelo menos, com parte dela. Nestes últimos tempos, várias foram as pragas que vieram ameaçar a nossa tranqüilidade e, mesmo assim, conseguimos escapar ilesos. Tivemos a dengue, a febre aftosa, a gripe asiática, a vaca-louca, a dengue de novo, a febre maculosa do carrapato-estrela, e agora, a celebridade do momento: a gripe aviária. Parece até o Lula em (não necessariamente) época de eleição: qualquer canal que você colocar, a maldita da gripe está lá.

Começa sério, nos jornais impressos ou no site de alguma renomada revista médica internacional. Então, vai chegar até o Jornal Nacional. A partir daí, a doença cresce numa proporção vertiginosa: “Milhões de pessoas começam a morrer no mundo inteiro”, “a doença já passou por tantos países”. Eles, os jornais e os chamados ‘programas da tarde’, chegam ao cúmulo de dizer a data e a quantidade de pessoas que a doença vai matar. Eu fico curioso pra saber como eles descobrem essas informações. É como se o vírus tivesse que passar pela alfândega de cada país que ele chega, e dizer a que veio:

- Prazer ou negócios?

- Um pouco dos dois. Vim matar 148 mil pessoas.

- E pretende ficar quanto tempo?

- Chego hoje, dia 14, e devo sair lá pelo mês que vem.

Neste espaço de tempo, a doença passa por todos os programas da televisão possíveis, e, coitado, o povo acaba levando tudo muito a sério. Eu mesmo, cheguei em casa ontem e minha mãe me chamou para uma “conversa séria”:

- Thiago, não vamos mais comer, nem ovo, nem frango.

- Mãe? Como assim? Porque isso?

- Eu ando vendo em todos os programas. Essa tal de gripe aviária ta chegando no Brasil em setembro, e eu não quero arriscar.

Putz, fala sério, a galera acredita em tudo mesmo.

Felizmente, o ciclo de vida midiático das pragas não é muito grande. Você sabe, por exemplo, que a doença atingiu o ápice da banalidade quando ela chegar na Luciana Gimenez, sendo discutida pela Bandida do Funk e pelo Sérgio Mallandro, aí a doença já é história. O assunto já esgotou, e outra, o visto do tal vírus já expirou.


Posted by Thiago Aranha at 20:54:25 | Permalink | Comments (7)

Wednesday, March 8, 2006

Esse tal de sexo oposto.

Não consigo achar nada que tenha tantas dualidades quanto à mulher. Talvez o sexo, mas isso, no fundo, e no meu caso, tem tudo a ver com mulher. É impressionante o que esse ser, tão parecido com a gente, mas ao mesmo tempo tão diferente, pode despertar na turma dos peludos.

Um dia você as ama. No outro, as odeia. Uma noite, não vê a hora de sair com ela pra bater um papo. Na noite seguinte, você sabe que não vai agüentar conversar muito tempo sobre coisas do universo dela e quer só ficar em casa, largado no sofá, praticamente semi-morto. Mas não é por isso que a odeia. Nem que a ama.

Elas dizem ‘não’, quando querem dizer sim, e ‘talvez’ quando também querem dizer sim. Só o ‘sim’, que às vezes não é tão ‘sim’ assim. Caralho! É quase um trava línguas. E é bem desse jeito que a gente fica quando tá discutindo relação. Meio travado com os ‘sins’ e os ‘nãos’ que saem de suas bocas.

Mulher gosta que a gente sinta ciúmes. Mas nem tanto. Mulher também gosta de um pouco de indiferença. Mas não muita. Se você demora muito pra chegar nela, é lerdo. Se chega rápido, é galinha. Se você resolve não ficar muito em cima, tá desencanado demais. Se você liga toda noite, então é grudento. Se você se aproxima demais, ela se distancia. Se você se afasta, elas não agüentam ficar longe.

Mulher é a dualidade perfeita. Por isso elas nunca estão certas, nem erradas. Simplesmente, estão. 

Eu não sei como é que eu consigo viver com tanta mulher ao me redor, afinal, a grande maioria das minhas amizades é do sexo feminino. Ao mesmo tempo, eu não consigo me imaginar vivendo sem elas. Parabéns, mulherada.

Posted by Thiago Aranha at 18:48:30 | Permalink | Comments (12)