Esse tal de sexo oposto.
Não consigo achar nada que tenha tantas dualidades quanto à mulher. Talvez o sexo, mas isso, no fundo, e no meu caso, tem tudo a ver com mulher. É impressionante o que esse ser, tão parecido com a gente, mas ao mesmo tempo tão diferente, pode despertar na turma dos peludos.
Um dia você as ama. No outro, as odeia. Uma noite, não vê a hora de sair com ela pra bater um papo. Na noite seguinte, você sabe que não vai agüentar conversar muito tempo sobre coisas do universo dela e quer só ficar em casa, largado no sofá, praticamente semi-morto. Mas não é por isso que a odeia. Nem que a ama.
Elas dizem ‘não’, quando querem dizer sim, e ‘talvez’ quando também querem dizer sim. Só o ‘sim’, que às vezes não é tão ‘sim’ assim. Caralho! É quase um trava línguas. E é bem desse jeito que a gente fica quando tá discutindo relação. Meio travado com os ‘sins’ e os ‘nãos’ que saem de suas bocas.
Mulher gosta que a gente sinta ciúmes. Mas nem tanto. Mulher também gosta de um pouco de indiferença. Mas não muita. Se você demora muito pra chegar nela, é lerdo. Se chega rápido, é galinha. Se você resolve não ficar muito em cima, tá desencanado demais. Se você liga toda noite, então é grudento. Se você se aproxima demais, ela se distancia. Se você se afasta, elas não agüentam ficar longe.
Mulher é a dualidade perfeita. Por isso elas nunca estão certas, nem erradas. Simplesmente, estão.
Eu não sei como é que eu consigo viver com tanta mulher ao me redor, afinal, a grande maioria das minhas amizades é do sexo feminino. Ao mesmo tempo, eu não consigo me imaginar vivendo sem elas. Parabéns, mulherada.