Monday, January 15, 2007

Os outros.

Incrivel como nós precisamos uns dos outros né? Por mais que tentemos nos apresentar como seres individuais e independentes, nossa vida se apóia secretamente na motivação que o resto da população coloca em você, seja por inspiração, obrigação ou superação. Calma, eu explico (sim, eu sei que se este fosse um bom texto eu não precisaria dar explicação alguma, mas se você está aqui já deveria saber o que iria encontrar).

Acredito que somos influenciados pelo mundo que nos cerca e esse mesmo mundo é que faz com que tomemos as atitudes que nos movem, seja porque você viu alguém fazendo algo, ou porque alguém vai achar algo do que você vai fazer ou porque você simplesmente quer fazer melhor alguma coisa que você viu fazerem. Maluco, né? É lógico que sempre tem aquele pessoal que diz que tá pouco se fudendo para o que os outros pensam, mas no fundo suas ações estão sendo guiadas por alguma dessas motivações que mencionei ai em cima.

Por exemplo, já fazia um bom tempo que eu não sentia vontade e nem inspiração para escrever neste blog e como esse não é meu trabalho eu apenas deixei de fazê-lo. Acontece que hoje, uma bela manhã congestionada de segunda-feira, eu chego na agência, mesa sem job, dou um gato no orkut e descubro o blog de uma menina ímpar que conheci no final de semana. Ela escreve(ia) sobre coisas comuns da vida de todos nós, só que por uma perspectiva tão única quanto a autora. Eu li aquilo e fiquei pensando “que legal que é escrever, apreciar um bom texto, exteriorizar pensamentos e sentimentos comuns. Porque que eu parei de fazer isso?”. E cá estou. Motivado por inspiração, escrevendo esse bando de baboseira que não tem um outro propósito a não ser puxar o saco da tal autora singular. Espero que tenha conseguido.

Ah, para quem quiser visitar o blog da mocinha, faça este favor a si mesmo: http://ascartas.weblogger.terra.com.br/index.htm

Posted by Thiago Aranha in 17:22:04 | Permalink | Comments (4)

Wednesday, August 23, 2006

Uma relação de amor e ódio

Escrever sobre banho é, para mim, um dos jobs mais complicados que eu já peguei. Não, não é porque eu não tomo. Aliás, hoje em dia não tenho problema algum com banho. O lance é que falar de banho e discorrer sobre o assunto, leva-me de volta à minha infância, e isso sempre me emociona.

Acho que, como para muitos outros garotos, o meu primeiro grande inimigo foi o banho, passando depois, ao brócolis, posteriormente, ao Bozo, de quem tenho medo até hoje e, por final, do nosso presidente. Depois do Bozo fiquei com muito medo de palhaço.

Mas o banho tinha aliados. De alguma forma, eu achava que ele controlava minha mãe. Afinal, ela tomava banho todos os dias, sabia quando eu estava me divertindo e estava sempre a espreita pra me tirar da rua, do videogame, da lama ou qualquer outra coisa muito legal que eu estivesse fazendo. Eu enrolava, fugia, esperneava e não queria ir de jeito nenhum para o banho. Não necessariamente nessa mesma ordem.

Mas toda batalha tem uma trégua.

Aconteceu a partir dos meus 11, ou 12 anos. Foi uma época de ouro. Se antes era difícil me levar pro banho, agora mamãe e papai ficavam sempre à porta do banheiro, perguntando o que diabos eu ficava fazendo, que demorava tanto. Acho que, até meus 15 anos, eu fui, em alguma parte, responsável pelo racionamento de água da Sabesp.

Hoje, exceto algumas incursões sexuais frustradas por um escorregão e um box partido, a minha relação com o banho é extremamente funcional. Eu entro, me ensabôo, lavo a cabeça, e saio pra me enxugar.

Aliás, pra mim, a parte mais chata do banho é se enxugar. Bate uma preguiça enorme quando eu olho para a toalha, a toalha olha para mim. Eu chego a ficar alguns segundos parado, pra ver se eu seco por obra divina. Nunca acontece. Deviam inventar um secador gigante, igual àqueles de mão em banheiro de shopping, você sai do banho, se posiciona embaixo do secador, e pronto, tá seco. Seria lindo. Ah, quem ler este texto, nem tente fazer o secador, a idéia já foi patenteada.

Falando nisso, alguém financia?

Posted by Thiago Aranha in 20:06:34 | Permalink | Comments (9)

Tuesday, March 14, 2006

Atchim!!

Ficar doente está na moda. Melhor, as doenças estão na moda. Cada semana, cada mês, aparece uma nova epidemia que promete acabar com a raça humana, ou pelo menos, com parte dela. Nestes últimos tempos, várias foram as pragas que vieram ameaçar a nossa tranqüilidade e, mesmo assim, conseguimos escapar ilesos. Tivemos a dengue, a febre aftosa, a gripe asiática, a vaca-louca, a dengue de novo, a febre maculosa do carrapato-estrela, e agora, a celebridade do momento: a gripe aviária. Parece até o Lula em (não necessariamente) época de eleição: qualquer canal que você colocar, a maldita da gripe está lá.

Começa sério, nos jornais impressos ou no site de alguma renomada revista médica internacional. Então, vai chegar até o Jornal Nacional. A partir daí, a doença cresce numa proporção vertiginosa: “Milhões de pessoas começam a morrer no mundo inteiro”, “a doença já passou por tantos países”. Eles, os jornais e os chamados ‘programas da tarde’, chegam ao cúmulo de dizer a data e a quantidade de pessoas que a doença vai matar. Eu fico curioso pra saber como eles descobrem essas informações. É como se o vírus tivesse que passar pela alfândega de cada país que ele chega, e dizer a que veio:

- Prazer ou negócios?

- Um pouco dos dois. Vim matar 148 mil pessoas.

- E pretende ficar quanto tempo?

- Chego hoje, dia 14, e devo sair lá pelo mês que vem.

Neste espaço de tempo, a doença passa por todos os programas da televisão possíveis, e, coitado, o povo acaba levando tudo muito a sério. Eu mesmo, cheguei em casa ontem e minha mãe me chamou para uma “conversa séria”:

- Thiago, não vamos mais comer, nem ovo, nem frango.

- Mãe? Como assim? Porque isso?

- Eu ando vendo em todos os programas. Essa tal de gripe aviária ta chegando no Brasil em setembro, e eu não quero arriscar.

Putz, fala sério, a galera acredita em tudo mesmo.

Felizmente, o ciclo de vida midiático das pragas não é muito grande. Você sabe, por exemplo, que a doença atingiu o ápice da banalidade quando ela chegar na Luciana Gimenez, sendo discutida pela Bandida do Funk e pelo Sérgio Mallandro, aí a doença já é história. O assunto já esgotou, e outra, o visto do tal vírus já expirou.


Posted by Thiago Aranha in 20:54:25 | Permalink | Comments (7)

Wednesday, March 8, 2006

Esse tal de sexo oposto.

Não consigo achar nada que tenha tantas dualidades quanto à mulher. Talvez o sexo, mas isso, no fundo, e no meu caso, tem tudo a ver com mulher. É impressionante o que esse ser, tão parecido com a gente, mas ao mesmo tempo tão diferente, pode despertar na turma dos peludos.

Um dia você as ama. No outro, as odeia. Uma noite, não vê a hora de sair com ela pra bater um papo. Na noite seguinte, você sabe que não vai agüentar conversar muito tempo sobre coisas do universo dela e quer só ficar em casa, largado no sofá, praticamente semi-morto. Mas não é por isso que a odeia. Nem que a ama.

Elas dizem ‘não’, quando querem dizer sim, e ‘talvez’ quando também querem dizer sim. Só o ‘sim’, que às vezes não é tão ‘sim’ assim. Caralho! É quase um trava línguas. E é bem desse jeito que a gente fica quando tá discutindo relação. Meio travado com os ‘sins’ e os ‘nãos’ que saem de suas bocas.

Mulher gosta que a gente sinta ciúmes. Mas nem tanto. Mulher também gosta de um pouco de indiferença. Mas não muita. Se você demora muito pra chegar nela, é lerdo. Se chega rápido, é galinha. Se você resolve não ficar muito em cima, tá desencanado demais. Se você liga toda noite, então é grudento. Se você se aproxima demais, ela se distancia. Se você se afasta, elas não agüentam ficar longe.

Mulher é a dualidade perfeita. Por isso elas nunca estão certas, nem erradas. Simplesmente, estão. 

Eu não sei como é que eu consigo viver com tanta mulher ao me redor, afinal, a grande maioria das minhas amizades é do sexo feminino. Ao mesmo tempo, eu não consigo me imaginar vivendo sem elas. Parabéns, mulherada.

Posted by Thiago Aranha in 18:48:30 | Permalink | Comments (12)

Thursday, February 2, 2006

E porque não?

Como algum psicólogo chapadão já deve ter dito, alguns homens compram carros extravagantemente grandes para compensar o tamanho diminuto do pênis. A diferença é que quem entra no carro é a mulher.

 

Posted by Thiago Aranha in 17:25:50 | Permalink | Comments (2)

Thursday, January 12, 2006

Meu salário.

Salário de estagiário é igual pinto pequeno: é rir pra não chorar.

 

Se o salário de um estagiário dobrasse cada vez que pedissem para ele xerocar algum documento, ainda assim, continuaria valendo merda nenhuma.

 

Para os bons de grana, existem as Contas Personnalité. Para os universitários, a Conta Universitária. Para o estagiário, deveriam inventar a Conta Latrina, já que o que entra lá é uma merda mesmo.

 

Salário de estagiário é igual compra do mês na casa do Jô Soares: só dura a primeira semana.

 

Fato curioso: em algumas culturas, falar que a pessoa ganha um salário de estagiário é considerado um insulto imperdoável, que passa de geração para geração.

 

Se alguém diz que salário de estagiário é bom, só pode ser porque dura pouco.

Posted by Thiago Aranha in 03:55:43 | Permalink | Comments (7)

Wednesday, January 11, 2006

Um cara chamado Humor.

Esses dias eu conheci um cara chamado Humor. Gordo, careca, beberrão e, como ‘piéce de résistance’, casado, o que, sozinho, já faz do cara um bom material para piadas. Mas, além disso, Humor é pessimista. E acho que é isso que faz dele um ser tão engraçado. As pessoas adoram a visão de um pessimista. Não que elas também sejam, mas sim porque é uma delícia rir da desgraça dos outros. Sim, concordo que é uma visão trágica e pessimista, digna do Humor, devo dizer, mas vai falar que não é verdade? É só dar uma rápida paginada em alguns grandes comediantes da história.

Jerry Seinfeld: um dos ‘stand-up comediants’ mais famosos do mundo. Ganhou fama, mulheres e dinheiro falando da trágica vida cotidiana das grandes cidades americanas em seu seriado na TV.

Os irmãos Marx: dominaram o cinema durante as décadas de 1920 e 1930 e ganharam fama, mulheres e dinheiro com seus personagens clássicos como a ricaça de quem todos querem se aproveitar; o sujeito que mais quer se aproveitar dessa ricaça; o vilão que quer colocar tudo a perder; o palhaço que vive apenas para perturbar aos outros.

Os irmãos Farrely: safra nova da comédia americana, mas que também não deixam de lado o nosso amigo Humor. Em seu portfólio, os dois irmãos possuem filmes como “Eu, eu mesmo e Irene”, “Débi e Lóide”, “Kingpin –Estes Loucos Reis do Boliche” e o ápice da tragi-comédia, “Quem vai ficar com Mary?”, obras responsáveis pela atual fama, mulheres e dinheiro dos irmãos.

Lula e Severino: A dupla cômica que foi a sensação do momento. O pessimismo e a tragédia que ronda essa dupla é tanta, que todo o povo achou que era só mais uma piada e nem percebeu que no fundo estava se fodendo, o que acabou trazendo para a dupla, muita fama, mulheres e dinheiro.

            Tudo bem, agora que eu expliquei e te convenci de que no fundo, todos são sádicos, você deve estar se perguntando: E o que foi que aconteceu com o seu amigo Humor? Bom, eu contei algumas piadas sem graça pra ele e então o Humor disse que não queria mais ser meu amigo.

Posted by Thiago Aranha in 16:19:31 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, December 29, 2005

Cinema, chatos e cine-chatos.

Ah, o cinema. Um lugar mágico, palco de romances lindos, batalhas épicas, das aventuras emocionantes e das histórias mais divertidas. Palco também, de todo o tipo de chato que pode ser encontrado nesse mundo. É impressionante como algumas pessoas conseguem ser chatas ao ponto de fazerem você pensar que “ah, teria sido melhor ir ver o filme do Pelé” ou sei lá o que mais. Os chatos de cinema são, depois dos fãns de metal (nada contra, ok?), as criaturas mais pentelhas que a cabeça do nosso querido “Criador” conseguiu inventar. É impressionante a diversidade de cine-chatos que eu já encontrei em minhas investidas cinematográficas.

O Chato-Galvão por exemplo, é aquele pentelho que senta na fileira atrás da sua, e, cuidadosamente, sem perder nenhum detalhe do filme (isso quem perde é você) vai narrando exatamente tudo o que está acontecendo na projeção para a pessoa que foi junto com ele, o Chato-Casagrande, que sabe que o amigo é chato e mesmo assim não faz nada, só fica ali escutando e, de vez enquando, emite um sonoro “é”. Vale dizer que algumas vezes o Chato-Galvão tem uma idade mais avançada, em torno dos 50, 60 anos e é do sexo feminino.

Tem o Chato-Tradutor, que é um chato de boas intenções, porém sem nenhum “cimancol”. Com a nova categoria de animações para adultos (Os Incríveis, Madagascar e etc.) ganhando cada vez mais força, a probabilidade de encontrar o Chato-Tradutor na poltrona ao seu lado é cada vez maior. São pais que levam os filhos nos desenhos e na hora “H” descobrem que o desenho é legendado. Vendo isso, os pais prestativos passam o filme inteiro lendo a legenda para o pequeno garoto, que, com os pais falando, deve prestar tanta atenção no filme quanto eu, que to sentado do lado do papai.

Não poderia me esquecer do Chato-AryToledo, que, a cada cena, destila piadinhas com a perspicácia e inteligência dignas de um grande animador de velório. Aliás, hoje mesmo, fui assistir a “Crônicas de Nárnia” (excelente filme) e o garoto atrás de mim era quase, mas não exatamente, completamente diferente de qualquer coisa engraçada. Durante todo o filme, ele ficou perguntando “Mas é o filme do Harry Potter?” e fazendo os mais diversos comentários, dos quais, a minha inteligência limitada e total falta de senso de humor não me permitiram achar graça alguma.

Na verdade existem muitos outros tipos de chato de cinema, mas acho que eu vou parar por aqui. Minhas irritações já estão começando a passar e outra, eu não quero que você saia do blog dizendo: chato é esse tal de Thiago Aranha.

Posted by Thiago Aranha in 04:31:03 | Permalink | Comments (4)